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Língua E Literatura: Espaços De Interação E Reflexão
(Márcia Elizabeti Machado de Lima)

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Língua e Literatura: espaços de interação e reflexão. A partir do pressuposto de que as competências e habilidades da área de Linguagem são imprescindíveis para a boa aprendizagem de todas as disciplinas, de que a concepção clara de Língua e Linguagem é fundamental para a definição da postura e das metodologias a serem adotadas pelo professor, com o entendimento de que o texto literário deve fazer parte do cotidiano da sala de aula, da necessidade de desfazer os equívocos existentes em relação à concepção do que seja, realmente literariedade e de que isso vai, inclusive, influenciar a qualidade da seleção dos textos a serem trabalhados, é que o Curso de Letras da Faculdade Católica Rainha da Paz, de Araputanga MT., desenvolve na disciplina de Estágio Supervisionado, o Projeto Língua e Literatura: espaços de interação e reflexão. Este Projeto oportuniza aos nossos acadêmicos vivenciarem, na prática, as teorias que fundamentam o ensino-aprendizagem significativo, o mais próximo, possível, do uso real da língua. Compreendendo as habilidades da escuta, da fala, da leitura e da escrita como primordiais para a produção textual. O referido Projeto tem a intenção de criar situações em que os educandos possam experienciar a leitura e respectivas interpretações dos mais diferentes gêneros textuais, oportunizando aos mesmos desenvolverem as suas habilidades no trato com a língua materna, seguindo a orientação de POSSENTI, que se diminuir na escola o espaço da gramática, poderá aumentar automaticamente, o do texto. Assim, numa constante busca de alternativas às praticas cristalizadas e de desmistificação das conotações negativas associadas à disciplina de Estágio Supervisionado, a proposta, aqui, apresentada, ousa configurar-se em lugar de reflexão, pesquisa e ação oferecendo ao futuro professor condições de não só analisar os métodos de ensino, mas também de elaborar projetos de ensino de língua materna. Um primeiro e fundante pressuposto metodológico é o de levar em consideração a forma como os sujeitos produzem sentidos, a partir da leitura dos textos oferecidos, levando em conta o processo em que se encontram, seus conhecimentos prévios a respeito dos assuntos inseridos por esses textos, sabendo que é de responsabilidade da escola a tarefa formal de ensinar a ler e escrever, o que nem sempre acontece, satisfatoriamente. Intentamos, através da análise textual, subsidiar possibilidades de tessituras de conceitos, de compreensibilidade, de ampliação de conhecimentos, pensando com ORLANDI, que a leitura é o momento crítico da constituição do texto, pois é o momento privilegiado do processo da interação verbal: aquele em que os interlocutores, ao se identificarem como interlocutores, desencadeiam o processo de significação. É essa a função da escola, desde as séries iniciais, levar o aluno a dialogar com o texto. No caso das obras literárias, entendê-las na complexidade do seu gênero, como objeto construído, e as suas funções. Enfatizando, que defendemos o texto literário como caminho inicial mais acessível no desafio da formação de leitores, que está posto à escola. À luz do que diz Azevedo, reafirmamos o papel da literatura como alimento ao espírito e a sua contribuição à formação do caráter e ao equilíbrio psicológico do ser humano, tendo em vista o contato com experiências e dramas da humanidade, muitas vezes refletidos pelas obras literárias, e impossíveis de serem experienciados na vida real, que possibilitam o nosso crescimento e uma maior humanização. Como procedimento metodológico, também, há que se explicitar o trabalho com as questões gramaticais, aqui compreendidas não apenas como regras a serem seguidas, mas vistas em funcionamento, discutindo esse funcionamento e a polissemia da língua como riqueza da mesma, em suas inúmeras possibilidades. Promover inovações nas práticas pedagógicas não é tarefa fácil, mas este é, realmente, o grande desafio da Faculdade que forma profissionais na Área da Educação. Propor alternativas que contemplem soluções para os problemas educacionais deve ser uma busca incessante. Esta é nossa meta: contribuir para a formação de educadores aptos e capazes de interferirem no sistema posto, de maneira que possamos formar profissionais engajados e conscientes de seu papel de formadores de cidadãos. Idealizações à parte, o professor de Língua Portuguesa e Literatura pode e deve contribuir, de forma grandiosa, se cumprir bem o seu papel. Concluímos, com ênfase na defesa de que a escola precisa acreditar no potencial dos alunos, desafiá-los com propostas de trabalhos interessantes, em hipótese alguma subestimar a capacidade deles. Para tanto, o fomento à leitura é primordial como objetivo de qualquer instituição escolar. Márcia é Profª Formadora do CEFAPRO de Cáceres e da Faculdade Católica Rainha da Paz. * Profª Formadora do CEFAPRO de Cáceres e da Faculdade Católica Rainha da Paz



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