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A Ética Protestante E O Espírito Do Capitalismo (parte 1)
(Max Weber)

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A Sociologia, uma das Ciências Sociais que teve seu terreno delimitado no final do século XIX, tem como seus representantes três grandes nomes: Émile Durkheim, Karl Marx e Max Weber. Para o sociólogo Max Weber, o capitalismo não é definido pela busca de lucro: ele pode identificar-se com a restrição, ou com a moderação racional desse impulso irracional.Para tentar esclarecer e fundamentar cientificamente isso, Weber resolveu responder qual o significado da expressão espírito do capitalismo. Para melhor ilustrar aquilo que dizia, Weber citou Benjamin Franklin, que sentenciava que o bom pagador é dono da bolsa alheia. Weber assim analisou as sentenças de Franklin, tomando-as como documento do espírito do capitalismo.O ensaio de Weber avançou no sentido de afirmar que essa ética transformou o homem numa máquina de ganhar dinheiro, acabando com sua alegria de viver, essa ética seria a acumulação como fim em si mesma. A aquisição econômica não estaria mais subordinada ao homem, e sim o homem seria dominado pela geração de dinheiro, que teria se transformado em propósito final da vida.Na lógica instaurada pelo calvinismo, determinadas idéias medievais foram levadas a extremos. Por exemplo: a idéia medieval do livro de contabilidade religiosa, no qual eram lançadas ou tabuladas as tentações, os pecados e os progressos feitos rumo à graça. Os calvinistas valorizavam muito o exercício de uma vocação, entendendo essa como dada por Deus; sua irmandade era ao mesmo tempo centro de fé e negócios.Para Weber, a direção dos movimentos religiosos influencia a cultura material de maneira indireta. Para o ascetismo protestante, cada hora que se dorme a mais ou se gasta em luxos ou prazeres supérfluos é uma hora perdida para o trabalho de glorificação a Deus. O trabalho era encarado como o centro da vida: o trabalho irregular, que o trabalhador comum muitas vezes é forçado a aceitar, é muitas vezes inevitável, mas sempre um indesejável estado de transição.Não é verdade que os puritanos desprezassem a cultura e os esportes. Na medida em que fosse praticado apenas por diversão, o esporte era condenado. O mesmo valia para a sexualidade. Não existia um repúdio às artes e aos esportes, a questão é que o puritanismo exigia o banimento do erotismo, da conversa fiada, da nudez; os esportes e a arte eram aceitos, mas seu desfrute não poderia custar nada.



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