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São Bernardo
(Graciliano Ramos)

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São Bernardo está entre os romances sociais da década de 30. Composto por uma narrativa dinâmica e precisa, Graciliano compõe sempre associando a psicologia dos personagens às condições naturais e sociais em que estão inseridas. Desse entrelaçamento resultará uma narrativa também de grande força expressiva.Começamos a leitura através do relato do relato do grande herói da história - Paulo Honório ? que explica, desde já, o porquê de escrever um livro e as vias pelas quais o fará. É nesse momento que o narrados pensa em dividir o trabalho de escrever o romance entre várias pessoas (padre Silvestre, João Nogueira, Arquimedes, Godim). Ao narrador, caberia simplesmente relatar os fatos para que as supostas pessoas escrevessem utilizando as palavras e os recursos lingüísticos que Paulo Honório julgava serem importantes e os quais ele não dominava. Como a idéia de dividir o trabalho não vingou, o narrador através da figura de Paulo Honório com sua linguagem despojada e próxima da oralidade passa a contar os fatos construindo, aos poucos o próprio retrato do personagem principal.Numa visão entrecortada o narrador descreve sua trajetória desde os tempos miseráveis até a conquista de São Bernardo ? a fazenda que tanto almejava ter. Para isso não mede esforços, assim como a própria narrativa a personagem principal não tem subterfúgios. O que tem que acontecer acontece sem maiores rodeios.Somo então privados do suspense que caracteriza muitos romances neste, o suspense é observado de maneira bastante sutil, no início da narrativa, através as imagens como o piar da coruja e as tais lembranças de uma Madalena que somente a conheceremos ao desenrolar da história.São Bernardo e o próprio Paulo Honório transmutam-se pela visão do narrador/autor numa alegoria do capitalismo onde o ter, a propriedade, o possuir são sinônimos de ser. Ao escrever um romance em que o personagem principal é um homem rude e que por possuir dinheiro se assemelha aos grandes coronéis de nossa história, Graciliano Ramos coloca em questão o poder que se constitui através da posse. No romance, é somente através da posse da fazenda São Bernardo que vislumbramos as cenas detalhadas da vida do personagem, antes, teremos, o que a teoria do romance chama se sumário narrativo.Após a posse da fazenda e sua afirmação enquanto grande propriedade, Paulo Honório sente a necessidade de perpetuar sua espécie e casar-se.Madalena é a mulher escolhida. Por diversas vezes Honório trata do casamento por mais um negócio, legitimando novamente o sistema capitalista, o ter para ser.Madalena é uma professora e foi escolhida para o casamento, mas não se deixa corromper, nem aceita o ser deste herói que será reduzido a anti-herói. Sua saída será a morte como última alternativa à mais dura das violências cometidas contra ela: o ciúme doentio de Paulo Honório.



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