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Cândido
(Francisco Martins)

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Cândido: Voltaire

Voltaire, pseudónimo de François Marie Arouet, escreveu Cândido no ano de 1759. Embora já tenha dois séculos de existência, esta é uma história bem actual. O livro retrata a vida do jovem Cândido, da sua amada Cunegundes, e da sociedade apodrecida que os cerca. A vida destes dois apaixonados não foi nada fácil. O destino apenas lhes ofereceu desencontros, tragédias e desamores. Entre tantas desventuras, Cândido vai viver momentos únicos, vai ver-se envolvido Em situações muito caricatas nas quais aprende que o seu mestre Pangloss não tinha razão quando lhe dizia que as pessoas são naturalmente boas e que «tudo vai bem no mundo». Essa frase do mestre Pangloss não lhe saía da mente e a cada dia que passava mais certeza tinha de que esta máxima era a maior falsidade que alguma vez ouvira. No mundo tudo ía mal. A sociedade sofria de uma terrível doença: a corrupção. Corruptos eram todos os homens que se cruzavam com Cândido na rua, corruptos eram as falsas pessoas que Cândido conhecia, corrupta era toda a sociedade. Acompanhamos o protagonista no processo de desvanecimento da sua ingenuidade. Cândido acaba por reencontrar a sua amada, contudo a idade não perdoa ninguém. O tempo foi-se esgotando enquanto iam vivendo desgraças. Esta obra deve ser lida à luz das questões do seu tempo, embora a sua actualidade seja gritante. Os problemas das sociedades do séc. XVIII mantêm-se nas do séc. XXI. As conclusões a que Cândido chega servem de bom ponto de partida para uma reflexão acerca do mundo em que vivemos e a escrita de Voltaire é satírica e inocente, simultâneamente.

Voltaire foi um dos filósofos do século XVIII, cujas concepções filosóficas foram profundamente abaladas pelo terrível terramoto de Lisboa (1755). Uma tragédia que aos seus olhos jamais poderia ter acontecido, no caso de serem verdadeiras as ideias até aí predominantes sobre o Mundo. Este, como criação divina, era concebido como uma estrutura onde reinava a Ordem e a Harmonia. Descrente destas concepções optimistas, irá mostrar que só um Cândido, um ingénuo, poderia acreditar que vivemos o melhor dos mundos possíveis, como defendeu Leibniz. O cristianismo, como principal veículo destas ideias, torna-se no alvo privilegiado das suas críticas mordazes. François Marie Arouet , mais conhecido por Voltaire, foi dramaturgo, escritor, filósofo, historiador e novelista. Nasceu em 21 de novembro de 1694, em Paris, e faleceu em 30 de maio de 1778, também em Paris. É um dos principais nomes do iluminismo na França.
De família rica, estuda com os jesuítas no Colégio de Clermont, revelando-se um aluno brilhante. Mais tarde frequenta a Société du Temple, de intelectuais parisienses. Escreve versos que são considerados ofensivos ao regente francês Philippe d'Orléans. Por isso é aprisionado na Bastilha. Faz sucesso em 1718 com a tragédia Édipo. Em 1723 volta à prisão por ofensas ao príncipe Rohan-Chabot. Exila-se na Inglaterra e conhece as idéias iluministas. Volta a Paris e publica Cartas Filosóficas ou Cartas sobre os Ingleses, 1734, em que compara a tolerância religiosa e a liberdade de expressão na Inglaterra com o atraso do clero e da sociedade francesa. O seu romance mais conhecido é O Cândido, ou O Optimismo, no qual faz uma crítica irreverente ao optimismo do século XVIII. Escreve ainda Tancredo, 1760, Dicionário Filosófico, 1764 e O Ingénuo, 1767. Atingiu a fama com a tragédia Édipo, 1718 e Poème de la ligue, 1723. La Henriade, 1728, uma eloquente defesa da tolerância religiosa, obteve um sucesso sem precedentes.



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