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Drogas
(Pek)

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Um convênio entre a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e o Ipen vai auxiliar a polícia no combate à criminalidade. O instituto vai disponibilizar seus laboratórios de caracterização química, com equipamentos de última geração e únicos na América Latina, para realizar análises que podem identificar origem de drogas, disparos de armas de fogo e falsificações de bebidas. Além de desenvolver tecnologias, será oferecido treinamento específico para os peritos do Instituto de Criminalística.
Em todo o mundo, apenas três ou quatro grandes laboratórios realizam tais análises, informa Jorge Sarkis, coordenador da Divisão de Caracterização Química do Ipen. No caso das drogas apreendidas, ele explica que cada elemento possui uma espécie de assinatura ou impressão digital química. Funciona como as impressões digitais, característica única de cada pessoa. Assim, uma folha de maconha traz em sua composição elementos do solo onde foi cultivada.
No caso da cocaína, ocorre a mistura de vários componentes em laboratório, visando a obtenção de maior lucro. O estudo desses componentes pode ajudar a traçar as rotas do tráfico. No projeto está previsto ainda a criação de um banco de dados, uma espécie de mapa das regiões produtoras da droga.
Cada assinatura química da droga comparada ao tipo de solo ajudará a delimitar as áreas de cultivo. As análises também podem indicar se há ligações entre traficantes e usuários, quando as assinaturas químicas de amostras da droga apreendidas forem semelhantes.
Pode-se analisar cerca de 60 elementos de um mesmo material simultaneamente. Outro dado importante é a preservação da amostra (os testes não são destrutivos). "Em criminalística, esse é um ponto fundamental", observa Osvaldo Negrini Neto, diretor do Instituto de Criminalística de São Paulo. "A cada ano, aparecem novos casos que não se restringem a exames laboratoriais simples", completa.
No campo da pesquisa, as possibilidades são muitas. Com as técnicas atuais não é possível verificar há quanto tempo houve disparo de uma arma de fogo. As técnicas de absorção atômica permitirão descobrir esse tempo, pelo estudo dos elementos presentes na amostra e suas modificações ao longo de um determinado período. Esse é o tema de uma tese de mestrado financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). As análises envolvem o Laboratório de Balística da Polícia Técnico-Científica. Os testes e toda a preparação serão feitos nesses laboratórios. Para o Ipen serão encaminhados os resíduos do disparo para serem analisados, e não a arma.
Outra vertente do projeto é a falsificação de bebidas. O princípio é o mesmo: a análise dos elementos componentes e a comparação com a assinatura química do produto autêntico, previamente conhecida.
Já foram realizados testes preliminares para conferir a eficácia das análises aplicadas ao campo da criminalística. Os resultados obtidos foram promissores.
No convênio serão definidas as obrigações das partes, a garantia da privacidade das pessoas pesquisadas e o caráter sigiloso das informações fornecidas pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica.



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