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Há que resistir à vulgarização da droga
(b)

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O consumo de cocaína quadruplicou em sete anos: o consumo de 1,6% da população passou para 6,9%; entre os jovens de 14-18 anos, a proporção chegou a 7,2%. Assim, há cinco anos 27% das petições de atenção que recebia a FAT eram ocasionadas pela cocaína; agora já são 58%.

A cocaína tem a ver com o incremento de casos, entre os jovens, de esquizofrenia, paranóia e outros transtornos psíquicos, não porque os cause directamente, mas sim porque em pessoas predispostas aumenta a probabilidade de que se declare. Calderón, também demonstrou preocupação pelo consumo de cannabis, que tem duplicado. Actualmente, consomem-na 7,6% dos maiores de 15 anos. Entre os jovens de 14-18 anos, algo mais que 25% são consumidores ocasionais, e 42,7% já a experimentaram alguma vez. A idade de iniciação nesta droga anda à volta dos catorze anos. A FAT relaciona o maior consumo de cannabis com o fracasso escolar e recorda que essa substância é prejudicial para a saúde.

Calderón adverte que “actualmente se acede aos consumos de drogas por motivos de origem social”, favorecidos pelo ambiente hedonista que enaltece o ócio e o individualismo. ”Até há pouco tempo as drogas marginalizavam. Hoje poderíamos dizer que entre muitos jovens são um elemento de integração”.

O problema não se pode combater apenas com terapias posteriores ao consumo de drogas. É necessária a educação preventiva desde a etapa infantil, o que requer a participação de todos. Pais, professores, meios de comunicação, publicitários (...) podem contribuir para a mudança de um ritmo social e de hábitos que obrigam muitos dos nossos jovens, quase meninos, a tomar decisões para as quais não os temos preparado. É necessário ensinar-lhes a ter responsabilidade, autocontrole, capacidade para suportar as frustrações, a não sobrevalorizar o ócio, etc.

O charro não é inócuo

Em França estima-se que, desde a idade dos 13-14 anos, dois terços dos alunos já experimentaram a cannabis e uns 10% fumam-na com regularidade (280 000 consumidores regulares com menos de 18 anos). A Faculdade de Medicina tem-se esforçado desde há algum tempo por dar a conhecer os riscos inerentes a esta substância, frequentemente ignorados ou trivializados. Num colóquio sobre este tema organizado pela Academia e as autoridades escolares de Paris, os especialistas explicaram os efeitos da cannabis, distinguindo entre fumadores ocasionais e regulares.

O Dr. Phillippe Nuss, psiquiatra no hospital Saint Antoine e coordenador da consulta de dependentes, afirmou que nos fumadores ocasionais a cannabis perturba a motivação e os resultados escolares. Entre os fumadores regulares (mais de três charros diários), provoca transtornos na atenção, no controle dos movimentos, dificuldades para integrar informações complexas e pode precipitar a aparição de uma esquizofrenia e torná-la mais resistente ao tratamento. O Dr. Jean Costentin advertiu que “para além disso, a cannabis consumida simultaneamente com tabaco cria dependência deste, o que torna mais difícil deixá-lo”.

“Quanto ao risco de cancro, a cannabis agrega a sua toxidade própria, pois a sua combustão produz alcatrão quatro vezes mais”. Os consumidores habituais dizem que o consumo de cannabis os ajuda a integrar-se com os companheiros e a esquecer as suas preocupações, mas também advertem que lhes causa desmotivação, dificuldades cognitivas, impressões paranóicas, ansiedade. Por isso, o Dr. Nuss pensa ser necessário abordar com eles a questão em termos de benefício e risco, para favorecer a sua responsabilidade.



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