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Estratégias para enfrentar o vandalismo em escolas públicas brasileiras: um estudo de caso
(Pablo Silva Machado Bispo dos Santos)

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Este estudo teve como objetivo analisar de que maneira os sujeitos presentes em escolas públicas mais atingidas pelo fenômeno do vandalismo no município de Niterói (Rio de Janeiro/ Brasil) percebem este fenômeno, e, de que maneira a perspectiva Intercultural Crítica pode contribuir para a melhoria deste quadro. A respeito das contribuições que a perspectiva Intercultural Crítica pode trazer para a melhoria deste quadro, pode-se dizer que, ao buscar entender as relações de poder entre as culturas (no caso, cultura escolar e identidades culturais dos estudantes), tal perspectiva pode contribuir para a criação nas escolas de um espaço de diálogo entre estas diferenças culturais, através da promoção de debates, e outras atividades, com o objetivo de integrar estes sujeitos cujas identidades culturais são divergentes ao contexto da cultura veiculada no ambiente escolar, respeitando-o (e, portanto, não o depredando) como esfera pública e democrática de discussão entre as diferentes vozes culturais presentes na sociedade. Neste sentido, no contexto da educação a nível nacional, podem ser sugeridas algumas propostas de estratégias de enfrentamento que possam investir no conhecimento das identidades culturais dos sujeitos, objetivando um combate às causas dos eventos de vandalismo decorrentes das divergências culturais anteriormente mencionadas, redirecionando os investimentos destinados à restauração patrimonial, para reformas estruturais cujos objetivos sejam a melhoria da qualidade do ensino. Ainda em relação a essas estratégias, podemos apontar: a) modificação, em termos didáticos da dinâmica de sala de aula, a partir da inclusão nos conteúdos escolares, de saberes ditos não-escolares, provenientes dos contextos socioculturais de onde se originam os sujeitos cujo espaço escolar objetiva atuar (alunos); b) inclusão de espaços, na escola, para o debate de questões consideradas relevantes pelos alunos, mas que, por não estarem no conteúdo programático das aulas, permanecem silenciadas; c) discutir, junto aos alunos e á comunidade estratégias que possam fazer com que se sintam mais integrados ao ambiente escolar; d) buscar junto aos estudantes, elaborar estratégias que possam tratar de forma preventiva o vandalismo (por eles, muitas vezes) praticado.



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