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EUA E OS EMERGENTES - RISCOS ATUAIS
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EUA E OS EMERGENTES - RISCOS ATUAISDorival Ari BogoniO início de 2007 presenciou a realização de dois encontros importantes, reunindo os principais atores do cenário internacional. O primeiro em Singapura, para identificar as tendências para a Ásia e os possíveis riscos. O segundo, o Fórum Econômico Mundial, em Davos, que resultou num relatório denominado “Riscos Globais 2007”.Jeffrey E. Garten, na Newsweek de 29 de janeiro de 2007, em interessante análise afirma que o que mais o surpreendeu em ambos os encontros foi o quão pouco foi dito sobre os Estados Unidos – sobre as oportunidades que advirão para o futuro ou os riscos que as suas ações poderão trazer. Apresenta então sua teoria: o maior risco para a economia mundial atual, especialmente para a Ásia, mas para todos os demais também, é a possibilidade de que a América opte por abandonar o papel de liderança que uma vez exerceu no mercado global. Sentiu-se chocado com o relatório do WEF, ao afirmar que dos 23 riscos básicos discutidos, o declínio da liderança dos EUA não fosse um deles. E conclui que tal fato é um grande erro.A avaliação em apreço, além de honesta mas não necessariamente correta, merece considerações e reflexões. De imediato evidencia a percepção americana, de que aquela poderosa Nação é e será insubstituível. Resta saber se a percepção alheia lhe dá razão. Outro detalhe não menos intrigante é a afirmação do declínio da influência da liderança americana, o que não deixa de ser surpreendente que tenham se apercebido e aceito, ainda que tardiamente o fato consumado.Os atentados às Torres Gêmeas em Nova York, estão entre as razões do estremecimento do Império, já decadente. (Google, Artigos IPEB, O DECLÍNIO DE MAIS UM IMPÉRIO). Continuo crendo que aquele lamentável e bárbaro acontecimento serviu como ponto de inflexão para o lento mas inexorável declínio. O Império contra-atacou, sempre à sua maneira habitual.Declarou-se em guerra ao terrorismo e aos países que apóiam ou acolhem terroristas, e baseou a estratégia em três pilares: emprego do poder hegemônico militar; ações preventivas frente às novas ameaças, reais ou presumidas; e o unilateralismo, tanto nas ações do Estado como no campo diplomático. Os resultados são públicos e notórios. O Iraque que o diga!Dentre as razões do declínio, três delas merecem destaque: a defesa dos interesses próprios, às custas de outras nações; a imposição de idéias e modelos aos demais países, unilateralmente; e o uso indiscriminado da força para atingir os princípios anteriores.A imagem dos EUA no continente está mensurada pela enquete da Newsweek de 15 de janeiro de 2007, página 27, na qual apenas 13 por cento dos entrevistados avaliaram o modo com que o governo norte-americano trata a América Latina como positivo, versus 86% como negativo. Resultado no mínimo sofrível.Novos atores internacionais, além dos atuais membros do G7, estão despontando; dentre eles, os países denominados emergentes: China, Índia, Brasil e África do Sul. Cada qual com suas potencialidades e problemas, em suas áreas de influência, mas inegavelmente como novos centros de poder.Os EUA por tempo razoável ainda serão o principal “global player”. Porém seus dias de glória fazem parte do passado, como bem se apercebeu Garten. A comunidade internacional, com naturalidade e sem maiores surpresas, está presenciando a queda de mais um Império. De modo gradual, mas ao que tudo faz crer, irreversível. A dinâmica do processo dará lugar a outras nações, que buscarão espaço no cenário mundial e irão ocupando o vácuo de poder. Correndo ou não riscos, reais ou imaginários. É a evolução inexorável da História!Dorival Ari Bogoni é doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares. Cursou a Escola Superior de Guerra. MBA pelo CHDS, National Defense University, WA. membro do Grupo de Estudos de Segurança Internacional da Universidade de Brasília – GESI/UnB; e membro diretor do instituto político estratégico brasileiro.



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