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É hoje
(José Augusto de Melo Vargas)

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OLHANDO BEM (13/12/05) Expresso Minuano É HOJE... Tempos bicudos . Momentos de incerteza. Poucos são os que tem segurança nas respostas. As mudanças ocorrem de forma rápida e, em sua maioria, são permanentes. Há uma imposição do novo que, não raramente, entra em crise. Seja qual for a circunstância atual que molda a vida de cada um, há um certo vazio, um aborrecimento generalizado que nos afunda no individualismo narcisista. A falta de oportunidades, a violência, a impunidade e a luta permanente pela sobrevivência, coloca uma grande maioria numa distância incomensurável de um padrão de atitude que minimize as diferenças e resuma as alternativas de resolução. O mundo tornou-se uma aldeia ecumênica, pluralista. Ele tem várias direções, diversos caminhos, diferentes sentidos. Assumimos práticas diferentes, em razão disso. O resultado é uma disparidade de valores. Há muitos símbolos, muita linguagem...pouca comunicação. A busca desenfreada, mercantilista, focada no lucro a qualquer preço e no ganho fácil, além da descrença absoluta na atual situação, desenham um quadro de crise da moral e da ética , onde você ouve com freqüência “...sinto muito, é uma questão de negócios”. Frase que deseja ignorar a amizade, o respeito, o tempo e as convenções de um relacionamento. Apenas afirma que será feito ou que foi feito, em desprezo há qualquer outro sentimento mais explícito, mas considerado menos importante. É este o choque da modernidade. Salve-se quem puder. E EU??? Não considero-me nem o leão, nem a gazela e, estou bem devagar. A fobia do correr mais rápido, seja para conseguir ou não virar um alimento nesta selva, não me seduz, o que me permite, com certa freqüência, observar alguns “amigos” e “conhecidos” numa louca e desenfreada trajetória, tendo apenas o tempo necessário de me desejar algo que, pela rapidez, não consigo decifrar. Que pena. Tenho consciência do quanto perco por não estar presente nesse rol...fiquei para trás... Há uma certa violência aí, que imponho a mim mesmo. Talvez o único predicado a mim designado, pela estigma do andar vagaroso, seja o de poder observar os nuances dessa desabalada correria, da “razão“ desse mundo novo, encharcado de mudanças e de buscas gloriosas, em especial, a de juntar valores e objetos. De tudo, das incertezas e das buscas, meu único ganho, ou minha herança social, é de ser autônomo, sujeito de mim e da minha história...isso traduz um pouco do que é ser moderno em cada um de nós... E é só que eu tenho, também. Descobrirei, com certeza, se me basta, para ser feliz. ____________________________________



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