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Filosofia da Religião
(Urbano Zilles)

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Capítulo II – Descartes e Pascal – A Racionalidade Moderna da Fé

Após a incredulidade do Iluminismo e a enorme e ilimitada fé na razão, voltamos a nos perguntar, o que há além da nossa razão? Historicamente, Religião e Filosofia da religião estão sempre inseridas no tempo e no espaço, neste contexto, retornamos a Descartes, que volta ao modo de filosofar dos antigos Gregos que ignoravam qualquer relação divina e investigavam através da razão.
Descartes passa a usar métodos para provar a existência de Deus, para ele a existência de Deus é provada através da nossa existência. O conhecimento humano é: intuitivo, inato e independe das coisas. Partindo da desconfiança universal, surge à dúvida metódica, ou seja não aceitar nada que não ofereça garantia absoluta de verdade. Passou a duvidar de tudo para poder ter a certeza e a clareza, passa a duvidar de Deus para após ter a certeza de sua existência. Segundo ele, Deus é a fonte criadora e o fundamento de toda verdade. Descartes, gloriosamente, faz a revolução cartesiana, transfere a certeza original de Deus para o homem, para a razão humana. Para ele a Fé constituiu a exceção das regras, pois não é um ato do intelecto e sim da vontade.
Crítica de Zilles a Descartes – Zilles de fato, deixa uma pergunta que não cala, por que Descartes ao provar a existência de Deus através da Razão deixa a Fé intocada?
Pascal ao contrário de Descartes era intuitivo, entre os dois há muito em comum, mas bastante, também, são as diferenças. O cerne, para Pascal, é o coração. Através dele é que chegaremos à racionalidade. O coração traz o conhecimento rápido e imediato. Para cada verdade deve manter-se presente o contrário, questionando toda miséria humana, ele questiona sobre o salto inevitável e aposta na Fé. Segundo ele a Filosofia ou a razão deve ceder lugar à fé, pois as contradições exigem do homem não razão e sim Fé, esta permite ao homem a salvação.
Crítica de Zilles a Pascal – Segundo ele Pascal poderia fazer a antítese de descartes: “creio, logo sou.”. A Fé é à base da razão. Tanto para Pascal quanto para Descartes o pensamento era importante, no entanto, Pascal funda sua filosofia no creio e na necessidade humana de ter algo para se apegar na sofreguidão.



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