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Psicanálise: a interação entre duas personalidades
(Luiz Carlos Junqueira Filho)

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A psicanálise é um método de investigação da vida mental que utiliza como matéria-prima os elementos de vida emocional que surgem, inevitavelmente, quando duas personalidades se encontram. O encontro é, portanto, condição fundamental para o estabelecimento e a continuidade do processo psicanalítico. É necessário, porém, que esse encontro ocorra num lugar específico, arquitetado com a finalidade de propiciar condições ótimas de observação da vida emocional, bem como de permitir as intervenções interativas inerentes ao processo de investigação. A psicanálise foi descrita como – uma cura pela fala - mas a experiência acumulada ao longo de sua curta existência já mostrou que esse rótulo não se sustenta. O encontro entre o analista e o analisando reproduz em essência um encontro humano comum, no qual os participantes se enredam num torvelinho de experiências que inclui, naturalmente, a possibilidade do desencontro. A experiência emocional implica, necessariamente, na presença de pelo menos duas personalidades que, em última instância, podem concordar ou divergir. Esse processo, no entanto, sendo parte da natureza humana, deve ter existido desde tempos imemoriais, tendo interessado aos filósofos antes do surgimento dos psicanalistas como nos atestam, entre outros, os diálogos platônicos e a maiêutica socrática. O assunto continua a interessar aos filósofos contemporâneos, como Martin Buber e Emmanuel Lévinas, além de estar no centro da universalidade da boa ficção literária como a produzida por Shakespeare, Cervantes ou Dostoievski. Desde que formularam a dualidade sujeito-objeto, os filósofos têm insistido na interação dialética que determina não só a estrutura de cada termo, mas também o seu convívio. Coube, porém, aos psicanalistas e a seus analisandos encarnarem essas figuras conceituais, animando-as com o sopro da vida emocional e, a partir dessa experiência, revelarem as modalidades de mecanismos, e a multiplicidade de usos, subjacentes à constituição do Eu com a ajuda do Outro: foram eles, ainda, que revelaram que a verdadeira empatia se funda na percepção que o objeto é também um sujeito.



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