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Drogas – A viagem pelo corpo humano
(Carlso Rossi; Mega Arquivo)

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Enquanto fazem escala pelos órgãos, elas ameaçam acusar confusão. A bagunça para valer, porém, começa quando chegam ao cérebro. Ali elas tem o poder de atrapalhar o trânsito das informações alterando o comportamento de seus usuários. No início despertam sensações agradáveis, mas a dependência em seguida faz o corpo implorar pela droga e a falta dela vira um tormento. Uma vez acomodadas no sangue, iniciam sua viagem. A circulação pressionada pela turbina do coração é um transporte a jato, percorrendo 100 km de vasos, com conexões por toda a parte. A eventual escala no fígado pode barrar parte dos viajantes. Essa víscera tem função de policial de fronteira e as drogas não tem visto de entrada por ser substância tóxica e causar destruição e embora algumas sejam detidas, a maioria escapa e vão para o cérebro. Os neurotransmissores saltam de um neurônio para outro, passando o impulso elétrico para frente, mas as moléculas clandestinas das drogas alteram o nível dos neurotransmissores. São divididas em 3 grandes grupos: estimulantes, depressoras e alucinógenas. Seu campo de atuação no cérebro ainda não é completamente conhecido pelos cientistas. De acordo com experiência realizada com cobaias nos EUA, os usuários de drogas tendem a diminuir os intervalos entre as aplicações. É o fenômeno da tolerância : São necessárias quantidades cada vez maiores da substância para que ela produza o mesmo efeito no organismo. A teoria é de que atuem nos centros de prazer e saciedade do sistema nervoso. A passagem dela por aí é traiçoeira porque no início despertam alguma sensação agradável , mas depois passam a fazer chantagem : se antes alguém tomava a droga para sentir determinado efeito, é obrigado depois a toma-la para seu corpo continuar a funcionar direito. O viciado em heroína precisa tanto da substância quanto qualquer pessoa precisa de alimento, e interromper o seu consumo é sofrer flagelos piores do que estar com fome. A interrupção de seu uso sem acompanhamento médico pode ser fatal. O tormento físico é chamado síndrome de abstinência. A da heroína só perde para a do álcool. O fenômeno ocorre porque a droga desregula o sistema nervoso. As moléculas dos narcóticos, derivados do ópio como a heroína, são parecidos como a de uma família de substâncias que os neurônios fabricam para controlar a dor física e modificar emoções como o medo e a angústia. Além de servirem de anestésico, eles diminuem a ansiedade e induzem o sono. Mas seu uso contínuo leva o cérebro a poupar suas energias deixando de produzir os neurotransmissores com moléculas similares a droga. O álcool pode agir de maneira semelhante, mas para isso, é preciso que alguém beba com freqüência grande quantidade de álcool . Doses moderadas de whisky podem até combater a hipertensão. O álcool é um depressor do sistema nervoso, mas o curioso é que pode agir em etapas. A primeira região a ser deprimida é aquela do comportamento voluntário, responsável por decisões do que se deve ou não fazer, ou em um só golpe, o álcool derruba a auto censura. Depois de alguns goles, a pessoa passa a liberar pensamentos e emoções que estavam de alguma maneira bloqueados, pode por exemplo , falar da sogra, cair na gargalhada, soltar o choro, mostrar cansaço do dia a dia e adormecer em público. O próximo passo é ir para as áreas encarregadas da concentração da coordenação motora. Da mesma forma os remédios barbitúricos, criados a partir de 1903, deprimem o sistema nervoso.



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