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doenças e furias
(rodrigo guedes de carvalho)

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"Não haja dúvida de que somos o país do oito e do oitenta. houve para ai mosquitos por cordas quando o Governo anunciou vigilancia cerrada às baixas por doença. Logo gritaram os sindicatos que estavamos perante uma pressão de poder policial, que pairava uma desconfiança sobre os trabalhadores. compreendo as sindicatos que fazem o seu papel, mas confesso que tambem compreendo o governo. Para já não falar do que se ouve para aí a dizer, assisti de perto a situações de baixa que ultrapassaram largamente as fronteiras da razoabilidadee da decência. A baixa é e deve ser um inabalável direito, mas, como todos, um direito que deve ser usado com honestidade e parcimónia. E há, convenhamos, um grande número de portugueses que usa as mazelas como arma contra " o patronato". Ou seja, e não nos ponhamos com rodeios, gente que não se coibe de enganar a empresa onde trabalha. dito isto, que me parece do conhecimento comum, surgem por vezes historias que nos mostram, de forma dramática, o outro lado da moeda. quando parecem os justos pagar pelos pecadores. falo daquele arrepiante exemplo de um professor a quem o cancro galopante roubou a voz. visto e revisto por juntas médicas sucessivas, ficou decidido que não havia razão suficiente para recolher a casa. ouvi mesmo, na rádio, um dos responssáveis por essa douta decisão, reafirmar que assinou essa ordem para trabalhar, e que voltaria a fazer o mesmo, sem hesitação. (...) Fica-nos esta evidência factual: um professor com cancro que lhe levou até a voz foi obrigado a apresentar-se ao trabalho como qualquer outro. e foi no meio desta luta inglória contra a desumanidade que acabou por morrer (...)" Mas em que país estamos nós, em que o cidadão nao vale nada, em que somos tratados como bichos, ou mesmo até pior que eles. um professor sem voz e ás portas da morte foi obrigado a apresentar-se ao trabalho como outra pessoa qualquer. Mas o que é isto! onde este país vai parar? espero que esta história abra os olhos a este governo, porque eles são pessoas como nós e nunca se sabe se um dia pode o feitiço se virar contra o feitiçeiro!!!



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