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A Ama-Seca
(Artur Azevedo)

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Rio de Janeiro, 1870 - Romualdo era guarda-livros de uma casa comercial. Um homem honesto, sério e sempre fiel a sua esposa, dona Eufêmia. Um dia, dona Eufêmia foi visitar o pai — que estava gravemente enfermo — em Juiz de Fora. Levou os três filhos do casal (Zeca, Cazuza e Bibi) e Rosamaria, ama-seca do caçula, deixando Romualdo sozinho pela primeira vez em dez anos. Algum tempo depois, Romualdo recebeu uma carta de Eufêmia, dizendo que o estado do pai era grave, que a mãe precisava de seu apoio e que ela devia permanecer ausente por, pelo menos, mais um mês.
No início, Romualdo sentiu saudades da família. Saía do trabalho direto para casa e vice-versa. Após alguns dias, porém, achou que não teria problema em aproveitar a liberdade para fazer alguns passeios. Numa dessas andanças pela cidade, Romualdo tomou um bonde e sentou-se ao lado de uma bela mulata, chamada Antonieta. Depois de um rápido flerte, combinaram de se encontrar no dia seguinte. Antonieta compareceu ao encontro e Romualdo traiu dona Eufêmia pela primeira vez. Seguiram-se outros encontros, mas, dez dias depois, Romualdo já estava cheio de remorsos por estar traindo a esposa. Por isso, embora tivesse prometido um anel para Antonieta no próximo encontro, sumiu sem dar explicações.
Dona Eufêmia voltou, afinal, de Juiz de fora. Estava furiosa porque Rosamaria, a ama-seca de Bibi, saltara na estação da Barra com um sujeito que a vinha cortejando desde Paraíbuna. Dona Eufêmia afirmou que teriam que contratar uma nova ama-seca e pediu que Zeca, o filho mais velho, colocasse um anúncio no jornal. Em seguida, observou: “Que homens sem-vergonha! Não podem ver uma mulata...” Romualdo calou-se, constrangido pelo sentimento de culpa.
No dia seguinte, Romualdo saiu cedo para o trabalho. Quando voltou, perguntou se já tinham conseguido a nova ama-seca. Dona Eufêmia disse que tinha contratado uma mulatinha bem jeitosa, com cara de sapeca. Chamava-se Antonieta.
Romualdo gelou, totalmente apavorado. Imaginou que a amante tinha descoberto seu endereço e viera para cobrar o prometido anel. Já imaginou o escândalo que se seguiria... Mas era outra Antonieta.
Arthur Azevedo, com o humor que lhe é peculiar, termina o conto dizendo: “Decididamente, há um Deus para os maridos que enganam as suas mulheres.”



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