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Dom Casmurro
(Machado de Assis)

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Título do Livro: Dom Casmurro.
Autor: Machado de Assis.

É uma obra de Joaquim Maria Machado de Assis - cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista, romancista, crítico e ensaísta. Machado de Assis nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1839 e morreu em 1908. Filho de um pintor de paredes mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis, uma lavadeira da ilha de Açores. Aquele menino raquítico do Morro Fluminense, fica órfão de mãe, o pai casa-se de novo, morre deixando seu filho nas mãos de uma madrasta, mesmo assim como autodidata tornou-se o maior escritor do país e o Fundador da Academia Brasileira de Letras. A obra considerada por alguns a sua melhor produção realista com uma verossimilhança extraordinária, rica em ironias e falhas de caráter. Assim é Dom Casmurro - 1900, narrado em 1ª pessoa, sua personagem principal é José Bento Santiago (Bentinho) já velho aos 55 anos, solitário. É um romance não linear, pois começa pelo fim, quando Bentinho já está velho e perdeu sua amada Capitolina (Capitu). No início da narrativa o autor explica a origem do nome do livro Dom Casmurro: “Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou.”
Bentinho tenta explicações para o desastre de seu casamento, daí vem às digressões ao passado, compra uma casa no bairro do Engenho novo e tenta descobrir na velhice onde errou na mocidade. “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.” As lembranças vem forte, lembra-se da Rua do Matacavalos, quando ainda criança, conheceu Capitolina, ou simplesmente Capitu – moça pobre, inteligente, astuta, foi acusada pelo José Dias de interesseira. Desde então a paixão foi vencendo a não aceitação de sua mãe, que o queria ver padre devido a uma promessa do passado. “— Há algum tempo estou para lhe dizer isto, mas não me atrevia. Não me parece bonito que o nosso Bentinho ande metido nos cantos com a filha do Tartaruga e esta é a dificuldade, porque se eles pegam de namoro, a senhora terá muito que lutar para separá-los”. Na casa de Bentinho moravam os três viúvos, D. Glória, a prima Justina e tio Cosme, ainda um agregado, depois da morte seu pai, o José Dias, todos insistindo no Seminário. Dona Glória, “Minha Mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido, Pedro de Albuquerque Santiago, contava trinta e um anos de idade [. ..] Vendeu a fazendola e os escravos, comprou alguns que pôs ao ganho ou alugou, uma dúzia de prédios, certo número de apólices, e deixou-se estar na casa de Mata-cavalos[...]. Era filha de uma senhora mineira, descendente de outra paulista, a família Fernandes”. .A mãe de Bentinho adoece, José Dias se une a Bentinho para livrá-lo da promessa, conseguem. Ela morre. Escobar seu amigo fiel o acompanha, quando ele sai do Seminário, Escobar também. Bentinho está livre, vai fazer o Curso de Direito, logo após casa-se com Capitu. Escobar casa-se com a melhor amiga, quase irmã de Capitu, Sancha. Escobar vai morar próximo de Bentinho, contudo mais perto da praia.
Nesta obra, Machado de Assis, apresenta a sordidez, o desejo, as pequenas cobiças e a desconfiança que leva ao suposto adultério na cabeça de Bentinho. Destruindo a relação conjugal. “Bentinho acreditava ter sido traído pela esposa com seu melhor amigo, Escobar, marido Sancha”. Escobar excelente nadador termina morrendo afogado no mar que tanto amava.Vem o enterro que autor cita conforme o costume da época como a hora da “encomendação e partida” do corpo. José Bento fica perturbado quando convida sua esposa para sair dali e deixar o cadáver para a família, ela, Capitu - “que não era coisa rara nela”, nega chorando mais que a viúva e fica olhando-o firmemente. Para Bentinho essa é uma prova de traição.
Ezequiel seria uma das provas dessa traição, Bentinho teve um filho com Capitu, o menino cresceu e era parecido com Escobar, motivo de suas desconfianças. Sentiu vontade de matá-lo, “Ezequiel abriu a boca. Cheguei-lhe a xícara, tão trêmulo que quase a entornei, mas disposto a fazê-la cair pela goela abaixo, caso o sabor lhe repugnasse, ou a temperatura, porque o café estava frio... Mas não sei que senti que me fez recuar. Pus a xícara em cima da mesa, e dei por mim a beijar doudamente a cabeça do menino.
--Papai! papai! exclamava Ezequiel.
--Não, não, eu não sou teu pai!”. O menino parecia com Ezequiel, se comportava como ele, gostava dele, isso os separa e Capitu - “olhos de cigana, oblíqua e dissimulada” - com desculpas de problemas de saúde vai para a Europa, o menino vai estudar arqueologia nos campos santos durante alguns meses, passa pela Grécia, Egito e Palestina e morre em uma escavação.

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro, Série Bom Livro, SP, Ática, 1977



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