extinsão
(Thomas Bernhard)
Franz-Josef Murau é um austríaco que reside na Itália onde vive tranquilamente e dá aulas particulares de literatura alemã. Certo dia recebe um telegrama informando que seus pais e seu irmão haviam morrido em um acidente de carro e ele é convocado pelas circunstâncias a retornar à sua terra natal afim de participar dos funerais e resolver assuntos pendentes da família em relação aos bens e à propriedade latifundiária. Franz é um homem completamente revoltado contra sua família, que considera mediocre . Essa revolta beira o ódio insasno e Franz começa destilar seu veneno en qunto empreende uma jornada de retorno, não apenas no espaço mas também no tempo. Suas recordações dizem respeito não só a sua família, mas tem estreita ligação com a aristocracia austríaca, cuja "formção" nacional-socialista e católica, são para Franz sinônimo de decadência e corrupção. Eis alguns dos momentos mais marcantes do livro: Sua regressão no tempo a contemplar as bandeiras suásticas que enfeitavam a propriedade de seus pais em Wolfsegg ,sua indignação colérica em pensar que eles apoiavam as ações de Hitler e o Estado totalitario alemão. Alguns dos homens "honrados" da Áustria tinham sido agentes nazistas responsáveis pelo envio de milhares de pessoas aos campos de extermínio da bizarra máquina de Hitler. As suas considerações íntimas junto aos caixões, enquanto contempla o gêlo que mantinha o ambiente e os corpos sob proteção temporária, se derreterem, apesar de ainda poderem durar quatro dias; mostrando que se aproximava a separação definitiva. Seu desejo bizaro naquele momento era abrir o caixão de sua mãe que estava parafusado e lacrado por causa das mutilações e da decaptação mas ele foi dissuadido pelo jardineiro que procurou conversa com ele. Há também outro fato bem interessante que se relaciona com sua ocupaçõao atual; a descoberta da biblioteca da família, um vastíssimo tesouro que ficava em um galpão contiguo à casa principal; tesouro esse apenas conservado intacto em estantes com vidraças trancadas a chave, para serem apresentadas as "ilustres" visitas como demonstração de státus e ponposidade. Foi alí que Franz teve contato com os gigantes imortais da literatura em cujo pensamento estava agora envolto, enquanto seu falecido irmão pensava e discorria sobre vacas, porcos e árvores. Passava horas ali antes de conhecer a vastidão do mundo por eles descrito. Franz também discorre sobre sua iniciação nomundo da cultura e das artes, através do tio Georg, de quem fala com entusiásmo e nostalgia. Sua convivência com seu tio Georg o salvou de uma derrocada moral muito mais profunda. Franz tece peçonhentas resenhas sobre suas irmãs vivas e seu desprezo pelas mesmas e por seus relacionamentos pobres e mediocres. Seus pais mortos também não são poupados do mais acentuado desprezo enquanto começam a exalar seus odores de putrefação. O pai era, dizia Franz, um homem moralmente fraco que não reagia a tirania de sua mãe, essa, uma pessoa repulsiva e desprezível. Franz encerra suas digressões com declarações abertas sobre seu desprezo e enojamento pelos escritores, seus contemporâneos, os quia chama de "escriturários" ,sobretudo os alemães. Seu interlocutor e aluno é o italiano Gambetti.
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