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A anatomia do homem é a chave da anatomia do macaco: a dialética em Vigotski e em Marx
(DUARTE; Newton)

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Vigotsky adotou o método dialético
de Karl Marx como fundamentador de seu método de investigação.
Esse pesquisador defendia a utilização, pela pesquisa
psicológica, daquilo que ele chamava de método
inverso, isto é, o estudo da essência de determinado
fenômeno através da análise da forma mais
desenvolvida alcançada pelo mesmo. Todavia, a essência
de um fenômeno na sua forma mais desenvolvida não se
apresenta ao pesquisador de forma imediatizada, mas sim de
maneira potencialmente mediatizada e essa mediação
deve ser realizada pelo processo de análise, o qual
trabalha com abstrações.
Vigotsky, ao defender a necessidade da análise
para compreensão de determinado fenômeno psicológico,
diferenciava claramente a análise que se reduz à
descrição do mais imediatamente visível e a
análise que vai além das aparências.
A defesa por Vigotsky do método da
análise, e da necessidade da mediação das
abstrações traduz sua compreensão dialética
e materialista sobre o conhecimento científico.
Dialética porque a apreensão da realidade pelo
pensamento não se realiza de forma imediata, pelo contato
direto com as manifestações mais aparentes da
realidade. Há que se desenvolver todo um complexo de
mediações teóricas extremamente abstratas para
se chegar a essência do real. Materialista porque
Vigotsky não compartilhava de qualquer tipo de idealismo ou de
subjetivismo quando defendia a necessidade da mediação
do abstrato. O conhecimento construído pelo pensamento
científico a partir da mediação do abstrato não
é uma construção arbitrária da mente,
esse conhecimento é a captação, pelo pensamento,
da essência da realidade objetiva.
Vigotsky propunha, fundamentado no método
da análise, o emprego do método da análise
das unidades. Segundo o autor, por unidade entende-se
resultado da análise que, diferentemente dos elementos, goza
de todas as propriedades fundamentais características do
conjunto e constitui um parte viva e indivisível da
totalidade. Entretanto, convém observar que a análise
das unidades não substitui a compreensão da totalidade.
A unidade, ainda que conserve as características essenciais
da totalidade, é objetivamente parte de um todo e o processo
de conhecimento deve caminhar da análise abstrata dessa
unidade para a síntese concreta do todo no pensamento.
Assim como a análise é um processo
sucessivo de abstrações até chegar às
unidades componentes de um todo, a síntese concreta é o
resultado de uma análise que segue o caminho inverso, isto é,
ascende da abstração mais simples à complexidade
do conjunto que foi representado, inicialmente, de forma caótica.
O trabalho analítico com as categorias mais simples e
abstratas segue o percurso do progressivo enriquecimento da teoria
interpretativa da realidade, até atingir novamente o todo que
foi o ponto de partida, só que esse todo já não
mais se apresenta ao pensamento como uma representação
caótica, mas como “uma rica totalidade de determinações
e relações diversas”. O concreto é, assim,
reproduzido pelo pensamento científico, que reconstrói,
no plano intelectual, a complexidade das relações que
compõem o campo da realidade constituídas pelo objeto
de pesquisa.
O método adotado por Vigotsky incentiva o
pesquisador a “mergulhar” sobre o problema de forma bastante
consciente e motivadora, ao considerar que o indivíduo somente
poderá obter um conhecimento amplo a respeito de um
determinado objeto se explorá-lo com certa profundidade, assim
então poderá raciocinar e realizar conclusões a
respeito do mesmo.



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