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A ABERTURA DOS RIOS AMAZÔNICOS
(Jerson Aranha; Aguinaldo)

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A ABERTURA DOS RIOS AMAZÔNICOS A expansão do capitalismo imperialista, desejoso de suprir suas carências de matérias-prima, principalmente de um novo produto revolucionário oriundo da Amazônia, a borracha, levou o Império brasileiro a fechar os rios amazônicos à navegação estrangeira. A pressão internacional para evitar tal atitude do governo foi muito forte, principalmente dos Estados Unidos, especialmente Inglaterra e França, interessadas em aumentar suas fronteiras nas Guianas. Argumentando o fato de que a Amazônia era intensamente despovoada e vulnerável em suas fronteiras, que ainda ofereciam problemas de limites, o governo justificava a política de fechamento do rio a países estrangeiros, evitando o risco de uma possível ameaça à sua soberania. A intensa pressão norte-americana para a abertura dos ruios amazônicos, deu-se em razão dos interesses em explorar eles mesmo a navegação nesses rios. Mas suas intenções não se concretizaram, em virtude da concessão da navegação dessas vias ao barão de Mauá, através da Lei 1.037 de 10 de agosto de 1852, que criou a Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas sob sua direção que teria o direito de explorá-las em regime de monopólio durante o prazo de 30 anos. Devido a pressões e dívidas, o barão de Mauá transferiu essa concessão para uma empresa estrangeira “Amazon River Steam Navegation Co.” de origem inglesa. Os debates que seguiram sobre as vantagens e desvantagens da abertura dos rios à navegação terão prosseguimento até 1866, quando, no dia 7 de dezembro desse mesmo ano, um decreto declarava franqueados os rios amazônicos aos navios de outras bandeiras que quisessem navegá-los. O decreto, porém, restringia esta a apenas alguns trechos dos principais rios da região. O governo afirmava que a medida tomada em abrir os rios tenha tido alegações de ordem ideológicas (o Brasil tentava enquadrar-se na concepção econômica dominante à época, baseada no liberalismo), mas ela foi tomada por motivos políticos e econômicos, fortemente influenciada pela necessidade de atender a carência internacional de borracha e para que a região contribua na recuperação da economia nacional abalada pela dispendiosa Guerra do Paraguai. Além disso, seria contraditório o Brasil continuar com os rios no norte fechados ao mesmo tempo que reivindicava a abertura `a navegação em território estrangeiro na região sul (rios Paraná e Paraguai). Mesmo com essas concessões, os efeitos econômicos não foram sentidos imediatamente, pois o primeiro navio estrangeiro a navega as águas do rio Amazonas o fez depois de sete anos do ato de abertura. A referida embarcação era um navio à vela, de bandeira dinamarquesa e veio a Manaus em viagem comercial. O primeiro navio a vapor a subir o rio Amazonas foi à fragata “Guapiassú” da marinha de Guerra do Brasil em 1842, e o primeiro barco a vapor comercial a singrar as águas Amazônicas foi o “Marajó” em 1853, inaugurando a rota comercial e de carga a vapor na Amazônia, dessa maneira possibilitando realizar viagens de Belém e Manaus, até Nauta, no Peru.



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