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E se a empresa fechar?
(Paulo Sérgio Buhrer)

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Ao ministrar palestras, cursos, treinamentos, tenho acompanhado e ouvido muitos profissionais, das mais diversas áreas e segmentos, funções e cargos e, nesses bate-papos descontraídos, percebo que um dos principais fatores que prejudicam o desenvolvimento da capacidade pessoal e profissional dos indivíduos, é a insegurança. Ela não nos permite abandonar o que imaginamos ter e sair em busca do novo, do que se deseja fazer, daquele trabalho que faz o corpo e a alma sentirem-se alegras e o coração bater mais acelerado, ou seja, buscar a paixão pelo que se faz.
Antes de adentrarmos aos comentários do tema deste artigo, permita-me fazer uma breve reflexão: é verdade também que, é lugar-comum, ouvirmos comentários do tipo: “mas eu tenho família, tenho meus compromissos, assumi obrigações e preciso cumpri-las. Como vou sustentar a casa, meus filhos...?”. O fato é que, por ter, supostamente, adquirido tudo isso é que preferimos, ou melhor, somos forçados a permanecer onde estamos, mesmo achando que não recebemos o justo, que somos maltratados na empresa, que não temos reconhecimento, que o chefe é um animal vestido, enfim, reclamações à toa apenas para transferir a responsabilidade do nosso julgo a terceiros.
Somos responsáveis por aquilo que temos, pelo que somos, mas também, pelo que não temos e não somos. Nenhum outro ser humano pode nos obrigar a fazer o que não queremos fazer; nós é que, por decisões tomadas no passado e, principalmente, por decisões não tomadas no passado, é que temos, no presente, que aceitar o que decidimos chamar de: “sou obrigado a fazer isso”, novamente, asseverando que é por culpa do Fulano, do Beltrano que não temos nada, que não conseguimos nada, que ganhamos pouco, que passamos fome e tudo mais. Mentira! Engano! Nós somos culpados e só conseguiremos mudar se assumirmos isto agora, e agora mesmo decidir mudar o rumo. Você não conseguirá ser tão feliz, ou feliz, quanto pode ser, fazendo o que não sente paixão por fazer. Jamais conseguirá um alto nível de comprometimento e, também, nunca fará nada tão bem feito como poderia fazer se estivesse fazendo o que ama fazer.
Retomando nosso tema, é possível que você tenha feito algumas das afirmações que foram expostas anteriormente, julgando ter razão em não poder abandonar o emprego, a empresa, seja o que for, que você tem hoje, devido as suas obrigações (espero sinceramente que não diga que há outros motivos). Bem, quero frisar que é a insegurança que não lhe deixa agir, que não lhe permite afugentar-se desse lugar, mesmo desgostando por completo dele. Provavelmente você deve ter muitos compromissos, muitas contas a pagar como a parcela do carro, a prestação do imóvel, a escola das crianças e não consegue imaginar como seria sair da empresa só, segundo você, porque não gosta do trabalho, do chefe, do ambiente.
Quero comungar com você essa insegurança, todavia, preciso dizer que você viverá o resto dos seus dias assim, um feliz inseguro ou pior, um infeliz inseguro. Não crê? Pois bem. É notório que mais de noventa por cento das empresas contratam funcionários pelo grau de experiência que possuem e pelo conhecimento técnico. Entretanto, na mesma proporção, as empresas demitem esses funcionários e não por falta de experiência ou conhecimento técnico, mas sim, por falta de comprometimento desses funcionários com a empresa, que faz também com que empresas quebrem, fechem suas portas, tendo em vista o baixo rendimento e a baixa motivação dos funcionários descomprometidos.
Continuando o nosso raciocínio, se você não está contente com o trabalho, preste atenção no que vou dizer: você nunca; nunca atingirá um nível de comprometimentodesejado pela empresa, tampouco, por você próprio, e passará sua vida toda na insegurança, seja nesse emprego ou em outro que você arranjar apenas para poder pagar suas contas no final do mês, quando dá para pagar todas elas.
Suponhamos que você não seja demitido e que não peça demissão. É essa a vida que você deseja? É essa mesma insegurança que você quer que seus filhos sintam, quando inquirirem você sobre qual profissão seguir? Quer passar o fim dos seus dias como um feliz inseguro ou pior, infeliz inseguro? Penso que não é o que você deseja, principalmente, às pessoas que você ama!
Pense em tudo isso e entenda que de forma alguma estou sugerindo que peça as contas, que chute o balde, que pendure as chuteiras; quero apenas que você reflita comigo: e se a empresa (ou as empresas onde eu trabalharei) fechar?



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