Duvidar é transgredir a razão
(Luiz Amado de Oliveira)
Duvidar é transgredir a razão Nobre é o cético, por conseguinte é ele que transcende seus limites e questões, introjetando-se de uma forma imperceptível no que é supostamente demasiado complicado. Esse tipo de dúvida que trato não se compara àquelas que dizem respeito à incompreensão de algo - pois assim sendo é somente formulada uma mera reflexão de algo já proposto - e sim sobre um assunto que não soa bem à nossa razão e precisa ser concluído à medida que nossa necessidade almeja. O próprio pensamento pode ser considerado como uma mera reflexão, ou até pode estar contido na própria reflexão, mas isso se torna inexistente na transgressão do pensamento, pois as reflexões são dotadas de limites, uma vez que é visível um posicionamento racional anterior. Já o pensamento transgressivo ultrapassa quaisquer limites, atenuando, modificando, ratificando ou até aprimorando qualquer posição intelectual estabelecida, deixando de ser um próprio pensamento propriamente dito. Não é aconselhado a ninguém, em momento algum e mesmo em muitas expressões exemplificativas, buscar em uma terceira pessoa esse "fenômeno" que ocorre no subjetivo humano. Ninguém jamais iria conhecê-lo senão por si mesmo. Na transmissão dos ensinamentos religiosos, seja lá qual for a seita, ocorre instantaneamente o funesto do pedantismo, pois os receptores das mensagens nada mais fazem do que conceber ingenuamente seus dogmas e elementos que, posteriormente, são retransmitidos sem o mínimo de relevância. Então um religioso além de ser pedante é também alienado? Essa lamentável ocorrência nos ensinamentos religiosos se deve às interpretações superficiais que constantemente um líder está propenso. Muitas instituições se valem de tais informações ignorando os fundamentos que as criaram e mitigando as necessidades humanas quando é necessária uma explicação convincente sobre a existência de Deus. O resultado não poderia desviar de um círculo vicioso do pedantismo por incompetência da transgressão do pensamento dos integrantes das seitas. Talvez o elemento fundamental que falte ao homem é a transgressão, desta forma seríamos semelhantes ao menos na loucura, já que nas ideologias pluralistas todos estão alienados e igualados inacreditavelmente pela religião. A "verdade" é individual, cada um a possui de forma individualizada, isso já é sábido, se por ventura ela for estendida e concebida por interlocutores denominar-se-á não mais do que um acidente, pois quando aceita por outro ela não se apresentará na sua real íntegra, mas sim com o subsídio do que o outro a tem como verdade, logo é uma mentira, pois a instauração de uma "verdade terceira" em outro indivíduo jamais será autentica se colocada com a verdade originária. Portanto, a pior busca da verdade é quando feita através de terceiros. Muitos indivíduos degolam suas dúvidas simplesmente para aceitar os fatos como eles se apresentam, isso se deve ao medo ou a algo que o valha. Entre a suspeita e a verdade há um caminho demasiado tormentoso e nesse transcurso surgem mais dúvidas para atrapalhar uma possível conclusão. O ideal seria não buscar conclusões em tudo, o ideal seria até negar a existência da conclusão.
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