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Tabagismo antecipa início da menopausa
(Agência Notisa)

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Tabagismo antecipa início da menopausa

Qual é o impacto do tabagismo sobre a idade de início da menopausa? Segundo pesquisadores da USP, a antecipação dessa fase se dá em cerca de oito meses, no grupo que fuma. O estudo, realizado na cidade de São Paulo, mostra que enquanto a mulher não-fumante chega à menopausa com cerca de 48,6 anos, a tabagista entra no climatério aos 47,8 em média. E não é só. Os resultados mostraram que número de cigarros fumados por dia aumentaria essa diferença: a mulher que fuma mais de dez cigarros diários, por exemplo, tem sua última menstruação aos 46,9 anos, em média - a distância, a princípio de oito meses, sobe para 19. "Poucos são os estudos que avaliaram a antecipação da menopausa pelo hábito de fumar; no Brasil, não há referências de qualquer investigação pertinente ao tema", lamentam os pesquisadores, em artigo publicado na Revista da Associação Médica Brasilera (v.51, nº1).
No total, a pesquisa avaliou 1.400 mulheres, com idade entre 40 e 65 anos, das quais foram selecionadas 775 já na menopausa, sem fatores que pudessem ter afetado sua manifestação (quimioterapia, por exemplo). "Verificou-se que a menopausa ocorreu antes dos 48 anos em 226 (34,9%) mulheres não tabagistas (646) e em 55 (42,6%) das tabagistas (129)", alertaram José Mendes Aldrighi e sua equipe, responsáveis pelo estudo. Segundo eles, os resultados da pesquisa se aproximariam dos encontrados em pesquisas internacionais anteriores. "Estudos de caso-controle relacionando tabagismo e antecipação da idade da menopausa mostra que a idade de instalação da menopausa é antecipada de 12 a 18 meses", afirmam no texto.
Apesar de seu alto impacto, os mecanismos pelos quais as substâncias do tabaco podem atuar na antecipação da menopausa não estão bem esclarecidos. "Estudos em roedores evidenciaram acentuada atresia folicular ovariana causada pelas substâncias tóxicas do cigarro e conseqüente hipoestrogenismo (queda na taxa do hormônio feminino)", explicam os estudiosos. Essa diminuição da substância poderia precipitar doenças cardiovasculares e a osteoporose, por exemplo. "Outra conseqüência, em termos de custo, é que muitas mulheres necessitarão de maior tempo de tratamento hormonal dos sintomas climatéricos, face à antecipação da menopausa", advertem.

Realizado no ambulatório de Saúde da Mulher no Climatério (ASMUC) da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), o estudo chama a atenção para a estimativa de que, no século 21, o número de mulheres fumantes superará o de homens, "fato que já está sendo constatado na Alemanha, Grécia, Inglaterra, França, Dinamarca, Itália, Brasil, México e Bolívia", lamentam os estudiosos.
Segundo o artigo, estima-se que no mundo há cerca de 1,2 bilhão de fumantes na população acima dos 15 anos e, só nos EUA, cerca de 3 milhões de óbitos são atribuídos ao fumo. "Esses resultados e suas conseqüências devem servir de alerta para os profissionais de saúde envolvidos em saúde pública; programas informativos e educativos devem ser estimulados precocemente, ou seja, desde a adolescência, objetivando a intervenção preventiva da osteoporose, doenças cardiovasculares e de outras, conseqüentes do impacto do tabagismo sobre a função ovariana", conclui o texto.



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