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ESTILOS DE PENSAMENTO CIENTÍFICO
(COOPER; D.R.; Schindler; P.S)

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Os estilos de pensamento são perspectivas ou filtros utilizados para entender e enxergar a realidade. A forma como uma pessoa vê o mundo, afeta o tipo de pergunta que ela faz e o que ela aceita como explicação. As pessoas analisam os problemas de forma diferente, devido à percepção seletiva e ao condicionamento.

O método preferido pelos pesquisadores para analisar os problemas é a investigação científica, sendo de grande importância as fontes de alta qualidade e alto valor que irão produzir os melhores resultados para uma determinada situação ou decisão a ser tomada.

O empirismo tenta descrever, explicar e prever com base em informações obtidas através das observações, e utiliza experiências e métodos de indução lógica, incluindo matemática e estatística. O empirismo também utiliza a modelagem de um procedimento para a coleta de informações, que podem ser usadas para decidir se uma determinada compreensão de um problema e sua possível solução estão corretas.

O racionalismo difere do empirismo pelo fato de que os racionalistas acreditam que todo o conhecimento pode ser deduzido das leis conhecidas ou das verdades básicas da natureza, sendo melhor compreendidos e resolvidos através da lógica formal e da matemática, sendo que tais esforços são operados independentemente da observação e da coleta de dados.

A Filosofia da Ciência classifica seis principais estilos de pensamento associados ao método científico, como meios importantes para assegurar a “verdade”. Não há uma perspectiva que seja a melhor. Deve-se conhecer as vantagens para encontrar a informação, bem como os pontos fortes e fracos da perspectiva selecionada.

1. Opiniões não testadas
Não são de muito valia para melhorar a compreensão da realidade. Envolvem mito, superstição, conclusões ilógicas e intuição na forma de “reafirmação do sentimento de certeza”, embora raramente esse sentimento persista depois de ocorrido o fato.

2. Verdade auto-evidente
Determinadas proposições podem parecer razoáveis em uma determinada época ou lugar, mas não são verdadeiras. Exemplos: “todos dirigem do lado direito da estrada”; “as práticas de qualidade japonesas são universalmente aplicáveis aos problemas de produtividade brasileiros”.

3. Método da autoridade
Este método baseia-se em pessoas com autoridade, para aumentar a confiança sobre o conhecimento. Deve-se aceitar com cautela a visão dessas fontes. O problema é que, com freqüência, a autoridade depende mais de sua posição do que de sua especialidade, nem sempre fornecendo provas com integridade, qualidade, além da disposição de apresentar um caso aberto e equilibrado.

4. Estilo Literário
Este enfoque é utilizado em muitos estudos de caso clássicos nas ciências sociais. A perspectiva literária diz que “uma pessoa, um movimento ou toda uma cultura podem ser interpretados muito mais em termos e propósitos específicos e perspectivas dos atores do que em termos de categorias abstratas e gerais do esquema auto-explanatório dos cientistas”. Como é difícil generalizar a partir de estudos de casos individuais, o estilo literário restringe a capacidade de derivar conhecimento ou verdades geralmente aplicáveis.

5. Método científico
Os s métodos científicos atuais unem os melhores aspectos da lógica da abordagem racional com os aspectos observacionais da orientação empírica em uma perspectiva coesa e sistemática. Os princípios essenciais do método científico são:
- Observação direta do fenômeno;
- Variáveis, métodos e procedimentos claramente definidos;
- Hipóteses empiricamente testáveis;
- Capacidade de excluir hipóteses contrárias;
- Justificativa das conclusões de forma estatística, e não lingüística;
- Processo de auto-correção.

6. Estilo Postulacional.
O objetivo dessa perspectiva é reduzir o objeto de estudo a termos matemáticos e formais, chamados de postulados, de forma a gerar um modelo matemático que possa responder por qualquer fenômeno que tenha uma forma similar. Exemplos: simulações computadorizadas nas áreas de operações, produção e marketing.



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