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ESTAGNAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ATRAVÉS DO SEQUESTRO DE CARBONO
(Renato Cesar de Oliveira Moreira)

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A Conferência de Kyoto, em 1997, foi o marco para o conceito de Seqüestro de Carbono criado para minimizar o efeito estufa. Este conceito surgiu como mecanismo de contenção do acumulo de CO2 na atmosfera. Mas, será que isto é realmente toda a verdade?
A principal estratégia deste conceito preservação, é diminuir a emissão de CO2 na atmosfera através do incentivo de práticas industriais e agrícolas que promovam à interrupção da derrubada de entes arbóreos (florestas, manguezais, etc.) conservando os estoques de carbono nos solos e a diminuição da emissão de gases do efeito estufa nas industrias. Porém, estes eventos devem ocorrer, principalmente, nos países do 3º mundo (nações que estão tentando se desenvolver). E assim o seqüestro de carbono foi idealizado com o discurso de preservar as florestas nativas e seus ecossistemas, mas na verdade é um novo grilhão escravagista que as nações capitalistas colocam nos países pobres (principalmente nos países da África e América do Sul), ou seja, os países ricos querem continuar a crescer e a evoluir (poluindo e contaminando). E para isso acenam com o pagamento de uma mesada para as nações mais pobres, para elas que permaneçam estagnadas e subservientes aos seus pretensos “bem feitores”.
As Mudanças Climáticas Globais (MCG) representam um dos maiores desafios da humanidade. Mas, é um desafio que deve mobilizar a todos os países sem exceção (pobres e ricos). Portanto, a política do Seqüestro de Carbono, nos moldes em que foi proposta em 1997 em Kyoto é mais uma farsa, o verdadeiro “golpe do paco” dos países capitalistas. Se eles continuam a poluir cada vez mais, do que adianta (para o meio ambiente) as nações pobres e as em fase desenvolvimento, entre elas o Brasil, não poluírem. Na verdade o que está por traz dos créditos de carbono é o ideal imperialista que ainda está muito enraizado nos países do 1° mundo, que a todo custo, querem atender as demandas de suas sociedades mesmo que seja em detrimento do progresso de outras. Se o aquecimento global, a diminuição da camada de ozônio, a elevação dos oceanos, a escassez da água potável, etc. são problemas globais (como o próprio nome diz) a solução também deve ser global e solidária no lato senso do conceito solidariedade.
Não estou pregando a revolta ou sendo demagógico, em criticar o conceito do crédito de carbono. Mas, que benefício é feito para a biosfera quando uma determinada industria, por exemplo, dobra a emissão de CO2 no Japão pelo simples motivo, de haver adquirido créditos de carbono de um fazendeiro do Piauí, que deixou de realizar uma queimada em suas terras para plantação de uma cultura de subsistência. Na verdade, para o bem de todos, tanto a empresa deveria poluir menos quanto o fazendeiro deveria utilizar práticas agrícolas que erradicasse as queimadas (que além de poluir agride o ecossistema), e assim estes dois pólos do sistema poluidor não promoveriam a emissão de CO2.
Os Créditos de Carbono também tem influência na estagnação do desenvolvimento industrial das nações pobres, pois estes países deixam de ampliar sua produção de bens de consumo em troca de venda de créditos de carbono. E desta forma, os países ricos além de permanecerem poluindo, ainda garantem mercado para seus produtos industrializados.



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