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E Agora, Sampa?
(José Guimarães)

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De repente a cidade submergia-se tal qual plataforma da PETROBRÁS quando afunda. O Vale do Anhangabaú imerso. O Ibirapuera também. Água avançando, transformando tudo em lama e podridão. Prédios flutuando como embarcação que leva sobreviventes à morte. Das regiões mais baixas não restavam mais nada. Os carros que escapavam dos congestionamentos das Marginais ficavam encalhados no Vale, que antigamente era rio. Sim, o rio Anhangabaú! Antes se pescava aí. Agora ele cobrava seu direito de existência. Os que passavam, na subida da Brigadeiro, fugindo de cobras, ratos, escorpiões, que, como a população, tentavam alcançar a Avenida Paulista, único lugar ainda seco. Porém, poucos conseguiam. E estes reclamavam que já havia gente demais ali. Os que trabalhavam na área reclamavam preferência. Os transeuntes que danassem. Portanto, não havia espaço para mais ninguém. Dinheiro sim, havia e muito, cofres cheios, pois lá é que ficam os bancos, majestosos. Mas, nessa hora, serviriam para quê? Os edifícios tremiam por muita gente subir. As mirabolantes torres de TV... Estas estavam prestes a desabar, de tanta gente que subia nelas. A energia elétrica cortada. A população perguntava: “E agora Sampa?” E o restante do Brasil: “,Que será de nós sem Sampa?”



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