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Pacientes ficam sem consulta no ambulatório do HC
(Jornal Nacional)

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No primeiro dia de atendimento no ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo, na Zona Oeste, depois do incêndio de segunda-feira (24), muita gente se aglomerou em frente ao hospital, mas só os casos mais graves foram aceitos.“Eu tenho câncer de próstata, leucemia e problemas no coração. Ia fazer um exame pra começar a fazer a radioterapia, mas ficou marcado para dia dois (de janeiro), fazer o que, né?”, disse um paciente. Outra mulher reclamou que a mãe, com problemas no coração, só terá sua consulta realizada daqui a um mês. “O médico falou que o caso da minha mãe é gravíssimo. Ela depende do (cirurgião) vascular para fazer uma angiosplastia. Ela operou há dois anos e meio o coração. Quer dizer, está muito complicado, porque marcaram para daqui a um mês”, contou.Farmácia fechadaA farmácia do ambulatório não abriu. De acordo com o hospital, 1,5 mil consultas e 17 cirurgias que deveriam ter sido realizadas nesta quarta-feira (26) foram transferidas para janeiro. O motivo é a interdição do Prédio dos Ambulatórios por causa do incêndio em sua fiação elétrica. As 32 salas de cirurgia e a central de esterilização ficaram danificadas. Com uma câmera escondida, uma equipe da TV Globo filmou o interior do edifício atingido pelo fogo e pela fumaça. O cenário mostrou roupas ainda abandonadas na escada e macas espalhadas pelos corredores. No banco de sangue, geladeiras funcionavam de forma improvisada. Segundo funcionários, algumas bolsas de sangue se perderam. O hemocentro do HC nega.MorteNesta quarta, o hospital confirmou a primeira morte durante o incêndio, mas negou que ela tenha relação com o fato. O vendedor Raimundo Nonato de Azevedo, de 56 anos, estava internado havia 21 dias na UTI, por causa de uma cirurgia para a retirada de um tumor no esôfago. Ele respirava com a ajuda de aparelhos. A filha dele, a professora Claudia Maria de Azevedo, de 33, colocou sob suspeita a morte do paciente. Ela tinha ido visitar o pai por volta de 18h de segunda-feira (24), quatro horas antes do início do incêndio. "Voltei contente para casa porque o médico disse que ele tinha tido melhora. Quando eram 3 horas da madrugada (do dia 25), me ligam dizendo que o meu pai tinha morrido. Fiquei desesperada. O que aconteceu?", questionou.O cirurgião-geral Samir Rasslan acompanhou o caso do vendedor: "O caso não tem nada a ver com o incêndio. Ele foi operado de um câncer, estava com nível de consciência comprometido, falência de órgãos e em fase terminal", assegurou o médico. Segundo o cirurgião, Azevedo foi transferido para o 5º andar do IC, na ala sul, mais longe do Prédio dos Ambulatórios. O médico negou que a transferência do doente tenha agravado seu quadro. "A remoção foi feita com equipe médica, com ventilação manual", disse Rasslan, que apontou "falência múltipla dos órgãos" como a causa da morte.O hospital deve divulgar uma nota nesta quinta-feira sobre o falecimento do paciente.Melhorias no hospitalA direção do hospital admite que melhorias no hospital precisam ser feitas. Segundo o hospital, é necessário fazer uma sinalização de piso e de teto fluorescente, para orientar as rotas de fuga.



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