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PACOTE TRIBUTÁRIO
(Louis Thomas)

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PACOTE TRIBUTÁRIO
O Governo Federal acaba de anunciar algumas medidas no campo tributário que vêm mexer com a vida de todos nós. Nem bem iniciamos o ano e somos brindados com novos aumentos de impostos, para compensar a perda da CPMF. E em valores mais altos que o contribuinte anteriormente vinha pagando.Isso não se fazia necessário, porque a União tem muita gordura para cortar, mas os tecnocratas não se conformam com a perda de receitas, porque passar a tesoura é sempre muito antipático.O governo central vem registrando sucessivos recordes de arrecadação, e nada fêz para diminuir suas despesas primárias, como salários, diárias, cartões corporativos, ministérios e órgãos excessivos, etc., e muito pelo contrário, foi num crescendo de verdadeiros sumidouros de dinheiro público.Para uma carta tributária de 36% do PIB, uma das mais altas dentre todas as economias ocidentais, os serviços públicos oferecidos deixam muito a desejar, na saúde, educação, segurança pública, infra-estrutura, etc. Muito apropriadamente se diz que pagamos impostos de primeiro mundo para recebermos serviços de quinto mundo (se é que pode existir algo assim, no mundo econômico).A oposição captou a indignação geral do País, pelos menos das classes mais pensantes, e inflingiu uma derrota inequívoca aos inquilinos atuais do Poder Federal, quando conseguiu derrubar a CPMF no Senado, após aprovada por um rolo compressor na Câmara dos Deputados, mas essa vitória não tem muito sabor, ao se anunciar o presente pacote tributário. Pode-se até se entender tal anúncio como um menosprezo para com o Poder Legislativo, já que vai na contramão daquilo que foi decidido no Senado. O único fator positivo (se é que realmente vai ocorrer) deve-se também ao anúncio de corte em R$ 20 bilhões de despesas federais, nos Três Poderes, mas nada foi detalhado até agora, quando deveria ser comunicado logo no início, para uma maior transparência das ações federais.Cortar na própria carne é tarefa indigesta, para qualquer governo, e ainda mais neste ano de 2008, quando ocorrerão eleições municipais e todos querem abocanhar o maior número possível de prefeituras, notadamente das capitais e grandes centros, para melhor se cacifar nas eleições presidenciais de 2010. Um corte de recursos é o último pensamento de qualquer liderança política hoje no governo central.Assim, somente restará o aumento do IOF (no bolso direto dos contribuintes que necessitarem de empréstimos e financiamentos em geral) e da CSLL para os Bancos, que como entendem muito bem do assunto, já estarão repassando tais aumentos para todos nós, que mantemos conta-corrente bancária, sejamos tomadores ou não de seus empréstimos e financiamentos.



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