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ESTRUTURA NARRATIVA (I e II). In: PARA ENTENDER O TEXTO: LEITURA E REDAÇÃO
(PLATÃO & FIORIN)

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Na lição seis, Estrutura Narrativa (I) aborda-se a transformação de estados presente em qualquer texto e define o que se costuma chamar de narratividade e constitui um dos níveis de estruturação do texto sentido do texto. Os enunciados que ocorrem na estrutura narrativa são: enunciados de estado (estabelece uma relação de posse ou de privação entre um sujeito e um objeto qualquer), e enunciados de ação (que em razão de participação de um agente qualquer, indicam a passagem de um enunciado de estado para outro). Raramente, um texto é formado de um enunciado único: nele se articulam vários enunciados. É preciso entender o modo como os enunciados simples se articulam entre si, para formar seqüências narrativas. Dentro da estrutura narrativa, os enunciados podem ser agrupados em quatro fases distintas: MANIPULAÇÃO (um personagem induz outro a fazer alguma coisa. O que vai fazer precisa: querer ou dever); COMPETÊNCIA (o sujeito do fazer adquire um saber e um poder); PERFORMANCE (o sujeito do fazer executa sua ação); SANÇÃO (o sujeito do fazer recebe castigo ou recompensa). No caso da manipulação, o manipulador pode usar de vários expedientes para induzir um personagem a agir: um pedido, uma ordem, uma provocação, uma sedução, uma tentação, uma intimidação, etc. O manipulador pode ser um personagem isolado, um personagem coletivo e, é possível que um personagem imponha a si próprio uma obrigação. Pode ainda ocorrer que o manipulador seja um ser animado ou inanimado. Esse esquema não aparece nas narrativas com a simplicidade exposta, é possível que uma dessas fases fique pressuposta ou que, num texto narrativo, ocorra o encadeamento de várias seqüências. Outras complicações podem ocorrer, um personagem pode ser manipulado por dois personagens distintos com intenções opostas; pode haver dois tipos opostos de sanção: um personagem é castigado por um grupo e premiado por outro. Quando alguma das fases citadas não ocorre explicitamente, é preciso levar em conta que os elementos do esquema pressupõem-se logicamente. Para fazer alguma coisa, o sujeito precisa querer e/ou dever fazê-la e saber e poder fazê-la. Depois de fazê-la, o seu fazer é avaliado. Quando falta um dos componentes, podemos reconstruí-lo. O leitor não achará todas as fases organizadas uma depois da outra na narrativa. O narrador pode começar com a sanção e depois narrar as outras fases. Organizar a estrutura narrativa ajuda a entendê-la melhor. Por isso é um bom exercício ver, analisar e compreender os seus elementos constitutivos. Em a Estrutura Narrativa (II), que dá seqüência a lição anterior, na qual se abordou as relações de posse e de privação entre um sujeito e um objeto, tem encadeamento nesta lição que agora descreverá que os objetos com os quais o sujeito entra em relação de posse ou privação, não deve ser entendido como uma coisa, mas como tudo aquilo que um sujeito pode adquirir ou perder, como: riqueza, amor, alegria, etc. Esses objetos são de tipos distintos: necessários para adquirir outros objetos e/ou são a finalidade última a que visa o sujeito. Entre os necessários para adquirir outros objetos, incluem-se o querer, o dever, o saber e o poder fazer. Entre os que são a finalidade última a que visa o sujeito, ele quer ou deve, sabe ou pode adquirir ou perder tal objeto.



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