ETANOL OU PETRÓLEO?
(Louis Thomas)
ETANOL OU PETRÓLEO?
Louis Thomas
O mundo não pode mais continuar neste consumo desenfreado de combustíveis fósseis, derivados do petróleo ou das grandes jazidas de carvão mineral, ainda abundantes em certas regiões da Europa e da China. O aquecimento global, provocado pela emissão de gases resultantes da queima dos derivados petrolíferos, principalmente nas nações de primeiro mundo, com frotas gigantescas de veículos, que se contam aos milhões e consomem também milhões de barris diariamente (estimados em 85 milhões de unidades), já se tornou uma preocupação em todos os círculos responsáveis da comunidade científica internacional.
Além da finitude das reservas, que não podem continuar indefinidamente, apesar de novos campos serem descobertos, como o recente Tupi nacional, tem que nos preocupar com o bem-estar e a qualidade de vida das futuras gerações, e essa preocupação tem que englobar o uso de combustíveis alternativos e renováveis, como o etanol. Ao preço de US$ 100 o barril de petróleo há que se verificar a viabilidade econômica de novos combustíveis, para que a economia global não entre em parafuso, ou os índices inflacionários comecem a disparar em todas as nações, como já ocorreu anteriormente, trazendo sérios transtornos, principalmente para as classes menos favorecidas.
O Brasil despontou com duas alternativas mais econômicas que o petróleo: o álcool combustível, já provado e testado há mais de 30 anos e o biodiesel, ambos energias renováveis e cujo custo de produção é bem inferior ao produto fornecido pelo cartel da OPEP. Então temos que divulgá-los o mais intensamente possível, para que o mundo todo tenha conhecimento dessa energia mais barata e ambientalmente mais correta.
O nosso Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, juntamente com o das Relações Exteriores, tem que produzir todo um amplo programa de divulgação e vendas ao Exterior, utilizando-se as representações do País (embaixadas e consulados) já instaladas em muitas nações grandes consumidoras. O País tem que divulgar e demonstrar a viabilidade econômica dos dois produtos, para que os mesmos passem a ser “commodities” internacionais, de cotação e valorização em bolsas especializadas existentes nos maiores mercados financeiros.
Até certas facilidades de exportação/importação dos produtos hão de ser implementadas, com vendas financiadas via BNDES, dentro das normas da Organização Mundial do Comércio – OMC, para que o Brasil não venha a sofrer retaliações econômicas. O País pode montar grandes centros de distribuição em locais estratégicos, para abastecer com rapidez e pontualidade os grandes consumidores, centros esses em parcerias com grandes empresas nacionais, que desejam diversificar seus ramos de negócios e possuem capitais e idoneidade para empreendimentos de vulto.
Em um mundo consumidor de energia combustível em volumes crescentes há todo um vasto campo a ser explorado e esse é o caminho, para grandes ganhos do País no contexto internacional.
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