SOCORRO LEITORA! O primeiro livro de auto-ajude-me.
(Gisela Rao)
Socorro!!!
Os relacionamentos da escritora Gisela Rao estão sempre dando errado, terminando da maneira mais estranha e deixando-a atordoada, sem entender o porque. Ela, que aconselhou a milhares de leitoras que pediram ajuda, lança agora o primeiro livro de AUTO-AJUDE-ME do mundo... Precisa dos conselhos e opiniões das leitoras e quer coloca-las a par do que anda acontecendo em sua vida. Narra então três dos seus últimos casos amorosos, namoros que fracassaram antes mesmo que ela se desse conta de que havia algo errado.”Quem vê de fora, vê melhor”.
Hurricane foi o primeiro. Na verdade ele se chamava M., mas o apelido vem do fato de que ele apareceu e desapareceu da sua vida como um furacão, em um mês. A paixão foi louca e impetuosa, fazendo-a derramar rios de lágrimas e deixando-a com o coração partido. Ela o conheceu no orkut. Um árabe lindo, bronzeado, com quem teve alguns encontros deliciosamente românticos, até que depois de uma envolvente noite de amor, ele praticamente desapareceu do mapa. Mandava lindos torpedos pelo celular, maravilhosos e apaixonados e-mails, mas toda vez que ela pretendia encontra-lo ele sumia com uma desculpa qualquer. Insistente, ela continuava buscando por ele, que se sentia pressionado ou coisa parecida... No final houve uma doce despedida, com abraços carinhosos e palavras bonitas. Gisela não dormiu por uma semana, perplexa por não entender por que ele deu pra trás no pico da paixão.
O segundo foi Gumbo. G. era o seu nome. Gumbo é o nome de uma sopa bem consistente que se come em Nova Orleans, por isto ela o chama assim... porque passaram dias ótimos nesta cidade, ela como repórter, ele como fotógrafo. Ele era muito divertido e juntos eles viveram uma aventura e tanto, cobrindo o carnaval na cidade de Louis Armstrong, conhecendo lugares diferentes e situações inusitadas, mas quando voltaram à vida real, ela se sentia péssima porque estava muitos quilos acima do seu peso e descontava nele todo o seu mal humor. Durante um final de semana com parentes dele em Campos do Jordão, ela estava especialmente hostil, porque entre outras coisas, estava de dieta rigorosa e se sentindo feia e gorda. Na volta para casa algo que ele disse a deixou muito triste... E sofrendo muito ela juntou suas coisas, roupas, objetos e devolveu a ele, como sinal de que não dava mais. Ele chorou, ela também, mas foi realmente o fim, porque quando ela descobriu que realmente gostava dele era tarde demais, e ele disse estar bem sozinho.
Sigmund foi o terceiro. Ela o chama assim porque ele era psicólogo e daí a referência a Freud. Era sério, intelectual e estudioso. Foi um namoro gostoso, ambos eram muito sensíveis. Apesar de tudo parecer bem e se gostarem muito, acabavam sempre se chocando com idéias e comportamentos contrários. Ficaram juntos por quase um ano, mas Gisela teve crises de ciúmes e isto foi esfriando o relacionamento. Durante um encontro budista pela paz ele a deixou muito zangada por criticar e julgar seu comportamento e jeito de ser. Na volta resolveram dar “um tempo”, que resultou inútil, porque ao se encontrarem novamente tiveram outra briga. Ele acabou por dizer: “Gostar de você eu gosto, mas não sei...” Ela descobriu então que há dois tipos de pessoas: as que nos querem e as que não nos querem, e percebeu que não precisava daquelas migalhas que ele lhe dava. Chamou um táxi e foi pra casa.
E agora, leitora? O que há de errado com os amores de Gisela? Por que seus relacionamentos não dão certo? Ela quer seu conselho para entender esse mistério chamado AMOR.
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