dn.sapo.pt/2007/06/02/sociedade/ineficacia_hospitais_impede_transpla.html e www.visao.pt
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O “Euromilhões” dos transplantesOs incentivos financeiros que o governo propicia aos médicos que diligenciam transplantes, acrescidos naturalmente ao salário, são montantes que atingem a raia do absurdo. Apesar de completamente afastado dos âmbito dos transplantes, Eduardo Barroso, ex-director do Serviço de Cirurgia Geral e Transplantação do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, continua a receber um chorudo pacote de incentivos num valor anual total de 277 mil euros. No Hospital, o conselho de administração entrega, por mês, 48% dos incentivos à unidade de transplantes, que inclui médicos de várias especialidades. A fatia maior coube, uma vez mais, ao cirurgião Eduardo Barroso que, justificando, afirma: “É a cadeia hierárquica da competência, que não se perde por decreto”.Seria então de esperar que, com tão generosos incentivos, o serviço de transplantes corresse de forma mais profissional na colheita dos orgãos e, não obstante, a lista de espera para transplantes aumenta a cada dia que passa. Markos Kyprianou, o comissário europeu da Saúde, refere que por dia morrem dez europeus por falta de órgãos. Tudo isto porque os dadores não são identificados atempadamente, porque se verifica uma grande falta de camas, uma grande falta de recursos humanos, uma grande falta na preparação das colheitas, uma grande falta...Com tão grandes faltas não seria de esperar que cada médico contribuisse, digamos, com 1% da sua fatia de incentivos para que se pudessem ultrapassa estes óbices? Com tão grandes faltas não seria de esperar que o governo transferisse parte desta tão cobiçada verba dos médicos para tapar tantos buracos no serviço de transplantes?Pois é...! Dá que pensar!
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