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Espaço Vital
(Moacyr Scliar)

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“Espaço vital” narra um pequeno fato, que provavelmente decorre num curto espaço de tempo de uma pequena viagem de avião. O personagem, tímido, senta-se ao lado de uma mulher espaçosa e obesa. Ela, que possivelmente não percebe, nem se importa com o incômodo que está causando e senta-se de forma a deixar-se transbordar do pequeno assento de classe turística. Para piorar a situação, ela pega um jornal para ler, abrindo os braços para visualizar toda a página.
Além de se sentar sobre o cinto de seu vizinho de poltrona –o que o leva a um esforço muito grande para se livrar – a imensa mulher descansa comodamente seu grande braço no encosto da poltrona, invadindo o “espaço alheio”. Ele, com toda sua timidez, tenta resolver tal situação de incômodo.
Para isso, tenta inicialmente pressionar o braço dela com o seu duro cotovelo, “exercendo discreta pressão”. Ela, porém, nem nota sua presença. Então, o homem ainda muito incomodado, tenta empurrar o “volumoso braço”, outra tentativa frustrada, “mais fácil seria remover montanhas”. Por fim, tenta usar seu cotovelo como uma “alavanca de Arquimedes” para deslocar o braço invasor e “recuperar o território ocupado”. Nesse momento, chega a aeromoça com o lanche e a mulher, ao pegar sua bandeja, empurra o braço de seu vizinho e retoma seu espaço.
Se com esforço físico não consegue sucesso, ele tentará agora por meio de esforço mental. Dessa forma, o homem já sem forças encosta seu braço no braço de sua vizinha de poltrona e tenta, através da força de seu pensamento, convencê-la a retirar seu braço. Novamente o passageiro se depara com uma tentativa frustrada: a aeromoça vem recolher a bandeja e, ao entregar a sua, a mulher interrompe “toda a comunicação sensorial, mental”.
Nesse momento, todos ouvem o aviso de que estão iniciando o procedimento de descida. Para a surpresa do passageiro incomodado, o braço da mulher se retrai, sem nenhuma resistência. Então, ela volta-se para ele e comenta algo sobre sua leitura e lhe pergunta se ele a ama como no dia em que se casaram e ele responde com um sorriso que a ama mais do que naquela época.



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