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À Felicidade Das Senhoras Extraída (au Bonheur Des Dames Extrait)
(zola)

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Uma segunda-feira, catorze de Março, a Felicidade das senhoras inaugurava as suas lojas novas pela grande exposição das novidades de verão, que devia durar três dias. Parte, aigre bise soprava, os transeuntes, surpreendidos deste regresso de inverno, ia-se embora rapidamente, abotoando seus paletots. Contudo, qualquer emoção fermentava nas lojas da vizinhança; e via-se, contra as vidraças, a partir de seis horas, no entanto, Mouret estava-o-se lá, dando as suas últimas ordens. Ao centro, no eixo da porta de honra, uma larga galeria ia de extremidade em extremidade, flanqueada à direita e esquerda de duas galerias mais estreitas, a galeria Monsigny e a galeria Michodière. Tinha envidraçado-se os cursos, transformados em salões; e escaliers de ferro ascendiam do rés-do-chão, pontes de ferro eram lançadas de uma extremidade ao outro, aos dois andares. O arquitecto, por azar inteligente, um jovem homem amoureux dos tempos novos, tinha-se servido da pedra apenas para os subsolos e as pilhas de ângulo, seguidamente tinha montado toda a ossatura de ferro, das colunas que suportam a montagem das vigas e os barrotes. Voûtins dos pavimentos, as divisórias das distribuições internas, eram de tijolo. Por toda a parte tinha ganho-se espaço, o ar e a luz entravam livremente, o público circulava à vontade, sob o jorro corajoso das explorações agrícolas à longo alcance. Era a catedral do comércio moderno, sólido e ligeiro, feito para um povo de clientes. Inferior, na galeria central, após os saldos da porta, havia as gravatas, ganterie, a seda; a galeria Monsigny era ocupadas pelo branco e o rouennerie, a galeria Michodière pela loja de miudezas, bonneterie, o comércio de panos e lainages. Seguidamente, ao primeiro, encontravam-se as confecções, a roupa interior, châles, as rendas de outros raios novos, enquanto relégué ao segundo dispõe em andares-se a colchoaria, os tapetes, os tecidos de mobiliário, todos os artigos incómodos e maniement difícil. À esta hora, o número de raios era de trinta e nove, e contava-se dezoito cem empregados, dos quais duas cem mulheres. Um mundo empurrava lá, na vida sonora elevados nefs metálicos.
Mouret tinha a única paixão de vencer a mulher. Queria-o rainha na sua casa, tinha-lhe construído este templo, para haver seu obrigado. Era qualquer sua táctica, acinzentar-o de atenções galantes e traficar os seus desejo, explorar a sua febre. Também, noite e dia, escavava-se a cabeça, à procura de achados novos. Já, querendo evitar o cansaço dos andares às senhoras delicadas, tinha feito de instalar dois ascensores, estofados de veludos. Seguidamente, acabava de abrir um bufete, onde dava-se gratuitamente xaropes e biscoitos, e uma feira de leitura, uma galeria monumentale, decorada com um luxo demasiado rico, na qual arriscava mesmo exposições de quadros. Mas sua ideia mais profunda estava, na mulher sem coquetterie, conquistar a mãe pela criança; não perdia nenhuma força, especulava sobre todos os sentimentos, criava raios para pequenos rapazes e raparigas, parava mamans à passagem, oferecendo aos bebés imagens e balões. Um traço de génio que este prémio dos balões, distribuído à cada compradora, balões vermelhos, à fina pele de borracha, levando em gordas cartas o nome da loja, e que, tidos à extremidade de um fio, viajando no ar, passeavam pelas ruas uma propaganda viva!
a grande potência era sobretudo a publicidade. Mouret chegava a gastar por ano três cem mil francos de catálogos, anúncios e cartazes. Para a sua aposta em venda das novidades de verão, tinha lançado dois cem mil catálogos, mil dos quais cinquenta no estrangeiro, traduzidos todas as nas línguas. Agora, fazia-o ilustrar de gravuras, acompanhava-o mesmo de amostras, coladas sobre as folhas. Era uma profusão de montras, a Felicidade das senhoras saltava no entender do mundo inteiro, invadia meaux dos teatros. Professava que a mulher está sem força contra a propaganda, que termina fatalmente por para ir ao barulho. Do resto, ele esticava das armadilhas mais doutas, analisava-o em grande moraliste. Assim, tinha descoberto que não se opunha ao barato, que comprava sem necessidade, quando cria concluir um negócio vantajoso; e, sobre esta observação, baseava o seu sistema das diminuições de preços, reduzia progressivamente os artigos não vendidos, preferindo vender-o à perda, fiel ao princípio da renovação rápida das mercadorias. Seguidamente, tinha penetrado mais antes ainda no coração da mulher, acabava de imaginar « tornados » , uma obra-prima de sedução jésuitique. ?Toma sempre, senhora: tornar-nos -á o artigo, se cessa agradar-vos. ? E a mulher, que se opunha, encontrava lá uma última desculpa, a possibilidade de retornar sobre uma loucura: tomava, a consciência em regra. Agora, no tornados e a baixa dos preços entrava o funcionamento clássico do novo comércio.



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